CLEV-UFSC divulga editais de intercâmbio internacional

16/11/2014 22:12

Foram divulgados pela CLEV-UFSC os EDITAIS DE INTERCÂMBIO INTERNACIONAL (SCOPE/SCORE 2015-2016 e NBC 2015). Veja abaixo o texto divulgado que explica, de forma breve, como funcionam os intercâmbios.

10547668_847356765298802_6602608617998502414_n“Como funcionam os intercâmbios internacionais?

O intercâmbio de prática médica (SCOPE) é um programa de intercâmbio em estágios clínicos e cirúrgicos. O estágio em um hospital/unidade de saúde no exterior tem duração de quatro semanas. Você será acompanhado por um tutor, terá moradia na casa de um estudante e uma refeição por dia fornecida por ele, em geral com os finais de semana livres para passeios.

O intercâmbio de pesquisa (SCORE) é um programa que estudante entra em contato com princípios da pesquisa. Apresenta duração de 04 semanas, o estudante é acompanhado por um tutor, ganhando estadia, o programa e uma refeição diária, além de, normalmente, possuir os finais de semana livres para passeios turísticos.

Edital SCOPE/SCORE: https://drive.google.com/…/0B2QvpCDBB_SMWnBPb2diRC1GX0E/view

Também existe o Núcleo Brasil-Cuba (NBC) no qual os estudantes têm a possibilidade de conhecer a estrutura do sistema de saúde cubana. Tem duração de 21 dias com discussão político-social e estágio prático e vivência. O estudante tem direito a hospedagem em um alojamento estudantil e pelo menos refeição diária.

Edital NBC: https://drive.google.com/…/0B2QvpCDBB_SMM2FFbVJnVkNSS1U/view

Obs. A taxa de inscrição de R$ 50,00 deverá ser paga a um membro da CLEV UFSC

Quaisquer dúvidas devem ser tiradas com a CLEV (https://www.facebook.com/clev.ufsc?fref=nf). ”

Por medo, pacientes fazem exames demais e descobrem falsas doenças

08/08/2011 23:50

Médicos alertam para os riscos da prevenção em excesso e de diagnósticos errados

Exame de sangue, urina, teste ergométrico, mamografia, PSA (para câncer de próstata), biópsias. Para cuidar da saúde hoje, a medicina possui uma série de recursos à disposição. Mas a preocupação com a saúde, aliada à tecnologia, está criando outro problema: a prevenção em excesso.

Médicos consultados pelo R7 alertam que, por medo de terem alguma doença ou por incentivo dos profissionais de saúde, pacientes fazem exames demais e acabam descobrindo doenças e problemas que não possuem. Mas até chegarem ao diagnóstico certo, essas pessoas já passaram por cirurgias e até tratamentos desnecessários.

De acordo com o médico Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, os pacientes precisam saber que os exames não são 100% precisos, mas foram criados para detectar problemas. Por isso são mais eficazes quando usados na população certa, ou seja, quando existe uma suspeita.

– Se você faz o exame em uma população sem problema, o exame é ineficaz. Não que o exame seja ruim, mas ele dá errado quando é usado da maneira incorreta.

O risco de se fazer um exame desnecessário são as consequências que o resultado desse teste vai trazer, afirma Gusso.

– Pode ter falso positivo, pode dar o resultado não esperado, e isso não é raro acontecer. Daí a pessoa faz a biópsia e descobre que não era nada. Ela fica aliviada, num primeiro momento, mas depois percebe que passou por estresse, preocupação desnecessária e enfrentou o estigma de estar com uma doença. Só que, em geral, pecar por excesso é mais perigoso do que não fazer nada.

Um dos erros mais comuns dos testes são os chamados falsos positivos: quando a pessoa não possui a doença, mas o exame indica que sim. Nesse caso, um resultado errado leva a uma série de outros testes.

Segundo o patologista Fernando Augusto Soares, diretor de Anatomia Patológica do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, especializado em câncer, não é incomum encontrar casos de falsos positivos. Soares afirma que toda semana há pelo menos um caso de paciente diagnosticado com câncer, mas que, na verdade, não tem a doença. Isso ocorre quando o hospital recebe um novo paciente já diagnosticado, mas decide rever o diagnóstico antes de iniciar o tratamento.

No Brasil, não existe um levantamento sobre quantas pessoas morreram ou se prejudicaram por causa de ações dos médicos. Mas, para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, um estudo realizado pela médica Barbara Starfield, da Faculdade Johns Hopkins de Higiene e Saúde Pública, e publicado na revista científica Journal of The American Medical Association, mostrou que a atividade médica é a terceira causa de morte no país. Isso inclui erros médicos, cirurgias desnecessárias, reações a medicamentos, entre outras razões. A atividade médica fica atrás apenas de doenças cardíacas e infarto.

Culpa dos médicos x paranoia

Para o clínico médico Claudio Miguel Ruffino, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o principal culpado desse exagero de exames é a própria classe médica, “que se esqueceu da relação entre o médico e paciente”.

Ruffino afirma que a principal forma de se fazer um diagnóstico não é por meio de exames, mas a partir da anamnese – a entrevista que o médico faz com o paciente. É nesse teste que se descobrem o estilo de vida de cada pessoa e os sinais e sintomas de uma provável doença.

– Todo mundo tem que fazer teste ergométrico, por exemplo? Não necessariamente. A prevenção é algo mais individualizado, não em massa. Precisa de uma queixa, uma suspeita, para indicar um exame.

Ruffino aponta outro problema: ao não lidarem de uma forma mais individual com cada paciente, os médicos acabam dependendo exclusivamente dos exames para fazer o diagnóstico.

– O exame é para confirmar um diagnóstico já feito, é para confirmar o exame clínico. Ele não é esclarecedor de tudo. Quando bem solicitado, ele dá muitos parâmetros, ele soma a outros dados clínicos. Mas em excesso, como é feito hoje, prejudica muitas pessoas.

Para Gusso, esse exagero “faz parte da paranoia da vida eterna que a saúde e a medicina compraram”.

– Fala-se muito em prevenção, check-ups, e as pessoas passaram a acreditar que fazer uma série de exames pode ajudar. Mas a prevenção está se tornando uma indústria no país.

Segundo o médico, a população precisa aprender que a melhor forma de prevenção não são os exames, mas, sim, “fazer exercícios, comer bem, não fumar e não beber”. Além disso, ele diz que detectar uma doença e tratá-la nem sempre é o caminho mais indicado a seguir.

– Se você ficar fissurado com próstata ou mama, você acaba morrendo de infarto. E se chegar aos 80 anos e descobrir um câncer de mama, ótimo. Tem que comemorar porque chegou aos 80. As pessoas precisam aceitar que vão morrer de alguma coisa.

Fonte: R7 Notícias

Algum descanso para os médicos residentes!

20/06/2011 12:49

Após a queda da MP521, que tratava do reajuste da Bolsa dos Médicos Residentes, licença maternidade de 6 meses, licença paternidade de 8 dias, entre outros benefícios, e que expirou junto com a MP520 por falta de tempo para a votação no Senado, segue uma boa notícia para esta categoria de trabalhadores médicos em ensino.

MEC torna obrigatório descanso pós-plantão para residentes

Resolução publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira estabelece que os residentes de medicina devem cumprir descanso obrigatório após trabalharem em plantões noturnos

De acordo com o texto, da Comissão Nacional de Residência Médica, vinculada à Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação, o descanso obrigatório deve começar logo após a realização de plantão noturno de 12 horas.Condições de Trabalho

A resolução diz ainda que o descanso deve ser de seis horas consecutivas e proíbe o acúmulo de horas de descanso para serem gozadas depois.

A resolução considera o “desgaste físico e psíquico do médico residente” e as “evidências científicas que evidenciam o estresse sofrido” nos plantões.

Os programas que não cumprirem a resolução poderão sofrer penalidades que chegam até seu descredenciamento.

VEJA A ÍNTEGRA DA RESOLUÇÃO

RESOLUÇÃO CNRM Nº 4, DE 16 DE JUNHO DE 2011

Dispõe sobre o estabelecimento e condições de descanso obrigatório para o residente que tenha cumprido plantão noturno.

O presidente da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), no uso das atribuições que lhe conferem o decreto 80.281, de 05 de setembro de 1977, e a lei 6.932, de 07 de julho de 1981, e considerando o disposto no art. 5º da Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981, que se refere à carga horária semanal dos programas de residência médica, bem como a quantidade de horas semanais destinadas ao plantão;

Considerando o desgaste físico e psíquico do médico residente decorrente do treinamento em serviço desenvolvido em plantão;

Considerando as evidências científicas nacionais e internacionais que evidenciam o estresse sofrido pelos médicos residentes, durante o treinamento em serviço nos plantões e suas consequências, resolve:

Art. 1º: Estabelecer o descanso obrigatório para o residente que tenha cumprido plantão noturno.

§1º: O plantão noturno a que se refere o caput terá duração de, no mínimo, 12 (doze) horas.

§2º: O descanso obrigatório terá seu início imediatamente após o cumprimento do plantão noturno.

Art. 2º: O descanso obrigatório será de, invariavelmente, de 6 (seis) horas consecutivas, por plantão noturno.

Art. 3º: Não será permitido o acúmulo de horas de descanso para serem gozadas a posteriori.

LUIZ CLÁUDIO COSTA

Fonte: Folha

Cerca de 200 pessoas participam da Marcha da Liberdade na Beira-Mar Norte em Florianópolis

20/06/2011 09:05

Movimento defende os direitos dos gays e das mulheres, além da legalização da maconha

A marcha da liberdade reuniu cerca de 200 participantes da tarde deste sábado em Florianópolis. A concentração para o movimento — que reúne a marcha das vagabundas, dos gays e da maconha — ocorreu por volta das 15h no Trapiche da avenida Beira-Mar Norte. Em seguida, os manifestantes caminharam pela pista no sentido centro – bairros até o Koxixos Bar, interrompendo o trânsito.

A Guarda Municipal e a Polícia Militar fizeram o acompanhamento do movimento, auxiliando na organização do tráfego de veículos. Segundo a PM, o protesto ocorreu de forma tranquila e pacífica.

As manifestações defenderam diversas causas sociais como o direitos das mulheres, a legalização da maconha, as diferentes opções sexuais, a proteção ao meio ambiente e até mesmo os que lutam pelo passe livre no transporte público. O nome Marcha das Vagabundas pretende questionar o uso negativo do termo, que estigmatiza as mulheres.

O evento foi organizado pelo Facebook e mais de 700 pessoas confirmaram a participação pela rede social.

— Tem que acabar com essa história de que mulher não pode nada. Mulher não pode usar roupa decotada, mulher não pode sair sozinha na rua depois das 22h. A mulher pode sim! Quem tem que ser punido é o estuprador — ressaltou Luísa Bonetti, uma das organizadores da marcha.

Durante a manifestação, o grupo teatral “Restanóis”, da Companhia Livre de Teatro, fez intervenções artísticas. As colegas Jéssica Faust, Nathalia Mazini, Mariele Mota e Liana Santos foram com as bocas tapadas por faixas.

— Representa a censura. Queremos denunciar essa falsa liberdade de expressão — disse Jéssica.

A marcha da Liberdade foi criada depois da repressão policial à Marcha da Maconha, em São Paulo. Já a das Vagabundas (SlutWalk) teve origem no Canadá, depois de que um policial afirmou, em uma palestra na Universidade de Toronto, que as mulheres deveriam evitar se vestir como prostitutas para não serem vítimas de estupro.

A declaração gerou revolta e protestos tomaram as ruas de diversas cidades do mundo como Chicago, Boston, Paris, São Paulo, Los Angeles, Cidade do México, Edinburgo, Estocolmo, Amsterdã, Copenhagen, Recife e Fortaleza. No sábado, a mesma manifestação foi feita em outras 40 cidades brasileiras.

Fonte: Diário Catarinense

Veja reportagem do jornal Brasil de Fato para poder entender melhor o movimento nacional da marcha da Liberdade, que aconteceu em 35 cidades brasileiras neste último sábado (18/06).

Greve cresce nas Federais

19/06/2011 15:25

Por Elaine Tavares

A greve nas bases da Federação dos Sindicatos das Universidades Brasileiras (Fasubra) começou tímida, até porque a plenária que deliberou pelo movimento paredista teve uma votação bastante apertada. Mas, com o passar dos dias e os informes das bases novas universidades foram discutindo, debatendo e entrando em greve. Agora já são 43 IFES de um total de 49 filiadas. Os trabalhadores percebiam que o que estava apontado para o seu futuro era o congelamento do salário, a continuidade da enrolarão no que diz respeito aos problemas do Plano de Cargos, a imposição da lógica da previdência complementar privada e ameaças concretas ao conjunto dos serviços públicos e da sociedade como por exemplo, a prGreve na UFSCivatização dos hospitais universitários. Não dava mais para contemporizar, até porque o governo seguia incapaz de dar uma resposta concreta a demandas que estavam sendo discutidas por anos.

Na UFSC os trabalhadores começaram o movimento grevista no dia seis de junho, acompanhando uma boa parte das universidades. Outras IFES ainda tiveram de se adequar ao seu ritmo e foram entrando aos poucos. Nesta semana grandes instituições como a Federal do Rio de Janeiro, depois de assembléias bastante concorridas, entraram na greve para valer.

O Rio Grande do Norte conseguiu uma negociação histórica. Mesmo com parte dos trabalhadores dos HUs ganhando um bom adicional por conta das APHs (Adicional por plantão hospitalar), o sindicato conseguiu com que os trabalhadores decidissem parar. A partir de agora 50% dos quatro hospitais estão com as atividades paradas, seguindo 50% ativo por conta dos serviços essenciais. Mas, mesmo com a metade funcionando, os trabalhadores estão conscientes de que é a luta que muda o destino de todos. O Sint-Med, de Uberaba que também tem na sua base 60% de trabalhadores de hospital também deliberou pela greve e já se organizar para garantir o atendimento emergencial. Ninguém mais duvida que neste governo a mão será pesada, mas também não dá para aceitar que se gastem bilhões com a construção de estádios para a Copa, em detrimento de investimentos na educação. E, nesse campo, salário digno e garanti do serviço público é fundamental.

Nesta semana um encontro dos dirigentes da Fasubra com o ministro Fernando Haddad, durante uma visita dele a Comissão de Educação da Câmara, buscou o diálogo, que foi interrompido de forma unilateral pelo governo, mas Haddad foi taxativo: só chama a Fasubra para conversar se a greve for suspensa. Alegou que havia uma mesa instalada e que a Fasubra rompeu o pacto. Não falou do fato de que o governo nunca apresentou qualquer proposta, apesar de a Fasubra ter suspendido o indicativo de greve por duas vezes seguidas, confiando de que viria um acordo.

Em Santa Catarina o movimento também começou tímido, com um percentual de 30% de paralisação. Mas, com o passar dos dias os trabalhadores foram parando. O Restaurante Universitário está fechado, sendo usado pelos trabalhadores em greve para garantir a alimentação durante o movimento. A Biblioteca, que começou funcionando precariamente também já fechou as portas. A gráfica da universidade está com 100% de adesão e muitas coordenadorias também já pararam. È certo que ainda há muita gente trabalhando, esperando para ver até onde vai o movimento, mas a esperança é que novas adesões aconteçam ao longo da semana.

Nesta quinta-feira, apesar de uma boa parte dos grevistas estar em Brasília para participar de um ato público, os demais trabalhadores se integram a um ato puxado pelos professores estaduais, também em greve, e que contará com a participação de estudantes e outras categorias do serviço público federal. A caminhada sai da frente da Assembléia Legislativa às 14h. Os trabalhadores públicos, de uma forma geral, ensaiam uma greve unificada porque o governo também se nega a negociar com as demais categorias. É bem possível que o movimento engrosse suas fileiras em bem pouco tempo.

Fonte: Palavras Insurgentes

As Fundações de Apoio e o Parasitismo Institucional

06/06/2011 23:10

Fundação que administra o InCor-SP terá de devolver R$ 50 milhões ao SUS, decide Justiça

A Fundação Zerbini, que há mais de 30 anos atua administrando o Instituto do Coração de São Paulo (InCor-SP), foi condenada a ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) em R$ 50 milhões. A decisão é da 9ª Vara Federal Cível de São Paulo e ainda cabe recurso.

Segundo o Ministério da Saúde, a condenação ocorreu porque a fundação não aplicou corretamente as verbas do convênio feito com o SUS, na década de 1990. O ministério aprovou as contas na época em que foram prestadas, mas uma análise posterior, feita por auditores do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), detectou que a prestação de contas estava equivocada.

O dinheiro deveria ser usado no desenvolvimento de ações de saúde e implementação do SUS no hospital, mas, segundo os auditores, as despesas registradas na prestação de contas não batiam com a finalidade do repasse dos recursos.Diante das irregularidades, o Ministério da Saúde emitiu pareceres determinando a devolução dos recursos financeiros no valor de R$ 49.616.664,99.

Já a fundação alegava que não devia os valores porque as contas já haviam sido aprovadas, mas o juiz entendeu que aprovação anterior por órgão interno do Ministério da Saúde não impedia o desarquivamento do processo de prestação de contas, para fins de controle pelo Tribunal de Contas da União, determinando a devolução do valor.

O título desta postagem é o primeiro subtítulo de um texto do médico Thiago Henrique Silva, em que no início o autor faz um resgate histórico da entrada das Fundações nas universidades públicas. O texto pode ser acessado CLICANDO AQUI.

Fonte: Notícias UOL

AMEAÇA: Governo e deputado relator querem aprovar MP 520 na próxima semana

08/05/2011 16:37

MP520 - Cartão de Crédito

Caso você ainda não esteja a par dos debates sobre a MP520, que põe em xeque o ensino e o serviço nos Hospitais Universitários, leia reportagem da última edição do Pulso, de março de 2011, clicando AQUI (pág.  7).

Como leitura complementar, sugerimos o texto de Elaine Tavares (jornalista catarinense) sobre o assunto, clicando AQUI.

Por Najla Passos
ANDES-SN

Apesar da pressão dos movimentos sociais, tudo indica que a Câmara dos deputados irá aprovar, na próxima semana, a Medida Provisória 520, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para gerir os hospitais universitários, desvinculando-os das universidades federais. Na audiência pública realizada esta semana para discutir a matéria, os deputados demonstraram disposição para avalizar a proposição do governo.

Pressionado pelos movimentos, o deputado relator, Danilo Fortes (PMDB-CE), se comprometeu a alterar o texto da medida para tenta evitar que a transferência da gestão dos hospitais universitários para a Ebserh fira a autonomia universitária prevista pela Constituição Federal. Segundo ele, o novo texto deverá estar pronto para ir à votação na próxima semana.

Fortes anunciou que pretende abranger também alterações que possibilitem a utilização de eventuais lucros em investimentos na própria unidade hospitalar, a participação do Ministério da Saúde dentro do Conselho Administrativo, a criação do controle social e a garantia que os dirigentes da empresa serão escolhidos pela comunidade acadêmica.

Os representantes dos movimentos sociais, entretanto, apontam muitos outros problemas na concepção da medida legislativa. “Temos que lutar de forma contundente contra a MP 520 e toda a lógica que a cerca, que é a lógica da privatização da educação e da saúde”, afirmou a 3ª tesoureira do ANDES-SN, Maria Suely Soares, que representou o Sindicato Nacional no evento.

Debates

Na audiência pública convocada pelos deputados Alice Portugal e Rogério Marinho, na terça-feira (3/5), o secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, e o deputado relator defenderam a aprovação da MP 520, argumentando que os HU enfrentam uma crise há anos, a maioria tem dívidas e sofre com graves problemas de administração.

Representando a Federação dos Servidores das Universidades (Fasubra),  Léia de Souza Oliveira rebateu a defesa da MP 520 de forma enfática, alegando que a mesma  está na contramão do Estado que se compromete com a gestão do serviço público. Ela criticou, ainda, o fato de que a medida admite a terceirização e até a quarteirização, o que deverá levar à extinção gradativa dos quadros Regime Jurídico Único (RJU), e também legitima a gestão privada e não garante a gratuidade dos serviços e nem mesmo o aporte de recursos.

O representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Batista, disse que a entidade não fechou posição em relação à MP, porque os reitores têm opiniões muito diversificadas. Segundo ele, há ainda uma série de dúvidas em relação ao cumprimento de questões que não estão garantidas na redação da MP, como a autonomia universitária, os cargos dos servidores contratados pelas fundações de apoio, os recursos para o funcionamento dos hospitais, entre outras.

O representante da Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), Gustavo Romero, também foi enfático ao se posicionar contra a MP. Ele havia pedido demissão do cargo de diretor do Hospital Universitário da universidade de Brasília (UnB) naquele mesmo dia, Justamente por discordar da posição da diretoria da instituição em relação à medida Provisória.

O ex-diretor apresentou pauta discutida coletivamente na entidade, com nove propostas para enfrentar a crise dos hospitais universitários, garantindo a autonomia universitária, o financiamento público, o equilíbrio entre as metas assistências e o desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão, entre outras. De acordo com ele, a Abrahue insiste na necessidade imediata de autorização de abertura de concurso público e liberação imediata de recursos.

No debate, Gustavo se indignou com o que considerou uma forma desrespeitosa de se avaliar as administrações dos HU, como se fossem incompetentes, quando não lhes tem sido fornecidos os recursos necessários para a gestão. Considerou como desrespeito também as comparações feitas em relação ao Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), cujas administrações têm trabalhado dentro dos princípios da autonomia universitária e cujos recursos têm sido proporcionalmente bem mais elevados que os de outros HU, inclusive por buscas próprias.

Ele denunciou que sua entidade tem buscado incessantemente o diálogo com o MEC e com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) na busca de soluções para os problemas dos HU, sem, no entanto, obter retorno. Questionado sobre sua demissão, esclareceu que ele e sua equipe do HUnB não resistiram  às ameaças contidas na possível aprovação da MP-520, aliadas às pressões decorrentes da falta de condições de trabalho.

Fonte: ANDES-SN

UFRJ cria cota só para alunos da rede pública do Rio

08/01/2011 10:43

Parte das vagas que usam a nota do Enem só poderá ser preenchida por quem estudou em escola pública do Estado

Advogados dizem que medida da universidade é inconstitucional; alunos podem recorrer ao Ministério Público

FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO

Um complemento ao edital do vestibular da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), publicado em dezembro, desagradou vestibulandos de diversos Estados.
A instituição determinou que parte das vagas para candidatos com melhor nota no Enem seja reservada a alunos que estudaram em escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro.
Procurada pela reportagem, a pró-reitoria de graduação da UFRJ não foi encontrada ontem. A coordenação do vestibular não quis se pronunciar sobre a determinação do conselho.
A política de cotas para alunos da rede pública vem se expandindo nas universidades federais. No entanto, o que causou espanto foi o fato de as vagas só poderem ser ocupadas por alunos de escolas fluminenses.
Segundo o Ministério da Educação, as federais têm autonomia para definir a sua política de cotas.
Especialistas em direito educacional dizem que a medida é inconstitucional. “Não pode haver restrição a alunos de outros Estados”, diz Flávia Dechechi de Oliveira, responsável pela AFO Assessoria Jurídica Estratégica.
Ricardo Castilho, diretor da Escola Paulista de Direito, diz que quem se sentir prejudicado pode procurar o Ministério Público Federal.
A UFRJ oferece vagas por meio do vestibular e do Sisu -sistema do MEC que usa a nota no Enem. Das 9.000 vagas, 60% estarão no Sisu. Desse total, 1.642 foram reservadas para alunos que fizeram o ensino médio na rede pública do Rio.
Com a nova regra, o paulista Pedro Henrique do Amaral, 19, pensa até em desistir de tentar uma vaga em direito na UFRJ. “Não tenho como competir com alunos de escolas particulares.” Formado na rede estadual paulista, ele diz que esperava que as cotas fossem válidas para alunos de qualquer Estado.
“Os alunos estão corretos ao reclamar. A universidade é pública e seu sistema de cotas não pode discriminar alunos de outros Estados”, diz Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e especialista em Enem.

Fonte: Folha de São Paulo (disponível apenas para assinantes UOL)

Estudantes sobem rampa do Planalto em protesto a reajuste de políticos

02/01/2011 03:29

SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA

Cerca de 80 estudantes subiram a rampa do Palácio do Planalto para protestar contra o aumento salarial de mais de 60% concedido a deputados e senadores e que gerou efeito cascata em todo o país.

Os manifestantes estavam na frente do Congresso, correram para o Planalto e pegaram os seguranças de surpresa, conseguindo subir a rampa.

Um estudante tentou abrir a porta de vidro no topo da rampa e que dá acesso ao salão nobre do palácio, mas foi contido por um segurança.

A Polícia Militar e os seguranças da Presidência fizeram um cordão de isolamento, mas não conseguiram retirar os estudantes da rampa, que gritavam “Não sou otário, tirando do meu bolso para pagar o seu salário” e “Você aí parado também foi roubado” para pessoas que passavam em frente ao prédio.

O Congresso aprovou no último dia 15 o projeto que aumenta o salário dos deputados, senadores, presidente, vice-presidente da República e dos ministros de Estado para R$ 26,7 mil.

De acordo com o texto, deputados e senadores terão um reajuste de 61,8%, uma vez que recebem atualmente R$ 16,5 mil, além dos benefícios. No caso do presidente da República e do vice, que recebem atualmente R$ 11,4 mil, o reajuste será de 133,9%. O aumento dos ministros será maior ainda, já que eles recebem R$ 10,7 mil.

Os parlamentares, o presidente, o vice e os ministros estão sem reajuste desde 2007. A inflação no período, porém, foi inferior a 20%. O PSOL foi o único partido a manifestar posição contrária.

Estudantes protestam na rampa do Planalto

Estudantes protestam na rampa do Planalto em protesto contra o reajuste salarial.

Fonte: Folha Online

Médicos residentes aderem à paralisação nacional em Santa Catarina

17/08/2010 10:35

Atendimento em hospitais e maternidades pode ser prejudicado e cirurgias canceladas

Médicos residentes que atuam em hospitais e maternidades que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina aderiram, na manhã desta terça-feira, à paralisação nacional da categoria. Com isso, há possibilidade de cancelamento de cirurgias.

Conforme a Associação Catarinense de Médicos Residentes, 599 profissionais prestam serviço nas instituições de Saúde espalhadas pelo Estado. De acordo com Graziela Dal Molin, presidente da associação, a paralisação ocorre por tempo indeterminado.

A dirigente estima que os atendimentos sejam mais prejudicados nas cidades da região de Joinville e da Grande Florianópolis, onde existem mais centros de saúde com médicos residentes, mas a mobilização também deve atingir as demais regiões.

— Na maioria dos hospitais, há um médico residente atendendo durante todo o período. Viramos mão-de-obra barata. Trabalhamos até 100 horas por semana, bem mais do que médicos do corpo clínico da própria instituição, e ganhamos muito menos — reclama a dirigente.

Segundo ela, cirurgias eletivas também devem ser canceladas e o atendimento ambulatorial diretamente afetado, com demora acima do normal no tempo de espera pelos pacientes.

Graziela ressalta que o médico residente, diferentemente do que é difundido entre a população, já pode ser considerado um profissional formado e possui qualificação para o atendimento ao qual é destacado.

— Atuamos como residentes em nível de especialização e merecemos reconhecimento por isso — defende.

Depois das 10h, a categoria se reúne na sede da Associação Catarinense de Medicina (ACM), na Capital para avaliar os rumos do movimento no Estado.

Na quinta, diante do anúncio do início da greve, o governo federal apresentou proposta de reajuste de 20% no valor pago aos estudantes.

Até o final do dia, o comando da paralisação em Santa Catarina vai relatar à organização da mobilização nacional a decisão dos profissionais catarinenses, se pelo fim ou continuidade do movimento.

A categoria reclama do valor pago aos bolsistas, de R$ 1,9 mil, e reivindica outros benefícios (confira no quadro abaixo).

Situação normal

Até as 10h, o atendimento nas Emergências dos hospitais Governador Celso Ramos, em Florianópolis, e Regional, em São José, também na região da Capital, não tinham sido afetados pela paralisação, segundo informações preliminares.

Fonte

Mais informações sobre as reivindicações dos médicos residentes podem ser encontradas no site da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR).

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